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Todas as nossas actividades são reguladas por
entradas e saídas de energia. A obtenção desta por meios naturais e
inesgotáveis e a sua conservação é hoje um desafio primordial.
Os grandes sistemas fornecedores de energia
eléctrica e gás são centralizados e demasiado frágeis perante eventuais
situações de crise. Para além disto a complexa estrutura de produção e
distribuição energética é largamente poluidora e ineficiente. As centrais
nucleares são enormes fontes produtoras de energia mas a que custo? os
riscos são tremendos e o lixo nuclear é um problema grave que mais cedo ou
mais tarde rebenta-nos na cara. As grandes centrais hidroeléctricas são
menos poluidoras mas tem um impacte negativo no ambiente pois vejamos o
caso de Alqueva por exemplo onde tiveram de ser abatidas várias centenas
de milhar de árvores. Muito mais haveria por dizer acerca da eficácia da
construção de projectos energéticos megalómanos mas é preferível
estudar alternativas por nós próprios.
O ideal seria dispensar o mais possível o
recurso a estas fontes e até existem alternativas.
O gás por exemplo pode ser obtido através de
um bio digestor de matéria orgânica. Trata-se de um reservatório
especialmente concebido para compostagem de restos de resíduos bio
degradáveis, que para além de produzir adubo orgânico, produz também gás
metano proveniente da fermentação desta matéria. Este gás pode ser
canalizado para um fogão de cozinha e ser usado para cozinhar.
A energia eléctrica é de longe a mais usada e
esta pode vir de painéis solares, moinhos de água (em raros casos) e de
moinhos eólicos. Estas soluções já existem à vários anos mas são algo
caros e requerem alguma manutenção mas sem dúvida que tem grandes
vantagens nomeadamente pela fonte ser limpa e inesgotável. |